Você já ouviu falar em Sexting?

2 de janeiro de 2011 § Deixe um comentário

Sexting (contração de sex e texting) refere-se à divulgação de conteúdos eróticos e sensuais com imagens pessoais pela internet utilizando-se de qualquer meio eletrônico, como câmeras fotográficas digitais, webcams e smartphones. É uma prática cada vez mais comum entre jovens. (1)

A Folha Online publicou uma reportagem com o Peter Cumming, um professor da Universidade York, em Toronto, que apresentou um relatório sobre a sexualidade de crianças durante o 78º Congresso de Ciências Humanas e Sociais, defendendo a prática do sexting como uma variação moderna de “brincar de médico ou jogo da garrafa”.  Considerar o “sexting” como uma transgressão sexual passível de acusações é desafio imputado pelo senso comum, diz especialista.

“A tecnologia apenas muda as coisas, e isso não deve ter consequências mais graves”, disse Cumming.

“Mas isso obscurece o fato de que as crianças e os jovens são seres sexuais, que têm explorado a sua sexualidade em todos os tempos, e todas as culturas e todos os lugares. A distinção tem de ser feita entre nudez e pornografia infantil”, acrescentou.(2)

O problema fica ainda maior se considerarmos que essas fotos podem cair na Internet, facilitando a prática de bullying ou, então, na mão de pedófilos…

E o que você faria se pegasse fotos como essas no celular do seu filho? E de sua filha? Qual seria sua atitude?

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Blogs de mães – fonte de recordação para os filhos

28 de dezembro de 2010 § 2 Comentários

Hoje andei pela web lendo alguns blogs de mães para linkar ao Blog da Escola. Vi tanta coisa legal que fiquei pensando: “sorte desses filhos que terão um vasto material sobre suas mães, suas alegrias e tristezas, suas belas reflexões no futuro”. Digo isso porque meus bebês têm 18 e 13 anos e eles não terão essa oportunidade… que coisa nostálgica. Eu adoraria ler os textos da minha mãe; seriam uma bela recordação da minha vida.

Recentemente saiu uma reportagem da Folha em que é criticada a exposição das crianças nos blogs, Mães colocam crianças em “Baby Brother” na internet; especialistas criticam. Obviamente que essas considerações são importantes e não podemos desconsiderá-las, mas também é indispensável pensar que vivemos uma outra era. “Antigamente os diários tinham até chaves” , também não existia a luz, não existia o telefone e muito menos o computador com Internet… Mulher ficava em casa, marido tinha sempre razão e filhas não podiam estudar… O mundo mudou e muito; a vida se desenrola de outra forma e não dá para comparar ou, então, correremos o risco de sermos etnocentristas com nosso olhares de fora como se não pertencessemos a esse mesmo mundo.

A sensação de pertencimento no mundo e a diminuição da solidão pelas novas mães, além de poder se tornar uma nova fonte de renda, sem que abandonem suas crias, é um fator que contribui para escrita de blogs. Ao escrevê-los as mães compartilham suas dúvidas, descobertas, angústias e são de fato escutadas por seus pares, outras mães que passaram, estão passando ou passarão por essas mesmas fases.

Sendo assim,

ESCREVAM!

SOBRE SUAS DESCOBERTAS MATERNAS,

SOBRE SEUS FILHOS

Um dia eles serão adultos e poderão sentir saudade daquela papinha, da primeira viagem de avião, da barriga da mãe; sentir orgulho da mãe mamífera que deu um tempo para dar tempo às suas crias; refletir sobre as reflexões das suas mães; conhecer os desafios das que escreviam suas teses nos intervalos das mamadas…

Dessa forma os seus blogs serão uma fonte de recordação para seus filhos!

Mas não se esqueçam da protegê-los, coisa que nós mães sabemos muito bem – obrigada!

Casa sem criança não tem gosto de Natal!

25 de dezembro de 2010 § Deixe um comentário

Pois é… os filhos crescem e parece que a magia do Natal vai para o beleleu!

Por uma tradição familiar (para não dizer que é ansiedade) temos um combinado com o Papai Noel: ele sempre deixa os presentes de 23 p/ 24 de dezembro – sempre foi assim! Então, como de costume, ele passou! Por volta das 12h (isso mesmo! meio dia de 23/12), eu comecei a gritar:  “Papai Noel passou! Ele deixou os presentes nos sapatinhos” (hahaha – sapatinhos 41 e 42). Os dois muito adoravelmente me mandaram parar de falar aquela hora, além de umas outras palavrinhas delicadas… Puxa, fiquei tão decepcionada…  Não era para valorizarem o presente, mas aquele brilho nos olhos de que o Papai Noel passou na sua casa que acabou. Fiquei pensando…

“Casa sem criança não tem gosto de Natal!”

Não tem mais aquela magia que paira no ar. Sendo assim, deixo um recado aos pais: Curtam essa farra porque ela se pausa temporariamente e só voltará quando vierem os netos. Aí sim, como vivemos em ciclos, começa tudo de novo.

Cartinha – presente – árvove – supresa = magia do Natal.

 

Escola Virtual para Pais! E será que precisamos de escola para aprendermos a educar nossos filhos?

23 de dezembro de 2010 § Deixe um comentário

Aprendemos a ser mães através das experiências que são passadas por nossas mães, avós, tias, amigas, vizinhas;  já os pais aprendem mais através de vivências como filhos. Na maioria das vezes, fazemos determinadas coisas sem nem questionarmos muito – quem nunca colocou um papelzinho na testa da criança para parar um soluço nem que seja somente para respeitar uma sugestão das avós?  Ou seja, agimos ainda muito baseados em intuições, superstições, experiências, sugestões…

Acontece que com a evolução da ciência e da tecnologia não precisamos ficar restritos ao senso comum. A ciência tem um papel fundamental ao nos explicar o porquê de muitas coisas; a ciência nos dá caminhos possíveis para a entendermos uma série de situações que vivenciamos e nos ajuda a decidirmos sobre os melhores caminhos, dentre os possíveis. Vou dar um exemplo: antigamente uma criança que não aprendia era rotulada como tendo a “cabeça fraca” para o estudo. Hoje, com o avanço da neurologia, psicologia, fonoaudiologia, pedagogia… sabemos que essa criança pode ter algum tipo de distúrbio que quando  identificado pode ser cuidado adequadamente. Ela pode ter uma dislexia… Dessa forma, se a criança tem dificuldades de aprendizagem, a família entendendo melhor o que se passa com ela, poderá minimizar em muito os problemas do cotidiano e os prejuízos para o futuro dessa criança.

Em uma pesquisa realizadas pela Universidade Federal de São Carlos* os autores citam que a exposição das crianças às práticas parentais inadequadas ou a baixo envolvimento familiar são fatores de risco para o desenvolvimento infantil, aumentando a vulnerabilidade a eventos ameaçadores (práticas delinqüentes, uso de drogas) externos ao ambiente familiar.

No entanto, os pais que proporcionam um ambiente familiar que é capaz de acolher e que proporcionam contextos favoráveis para o desenvolvimento dos filhos criam fatores de proteção diante de eventos ameaçadores a que usualmente as crianças estão expostas.

Frente à tanta responsabilidade, não tem como ficar só no senso comum, na intuição, se podemos agir de uma forma mais planejada e consciente.

Sempre que penso nisso lembro de uma frase vencedora de um congresso no Brasil sobre Vida Sustentável:

“Todos pensamos em deixar um planeta melhor para nossos filhos… Quando nos ocorrerá de pensar em deixar filhos melhores para o futuro do nosso planeta?”

Mas para deixarmos filhos melhores, o investimento começa em nós mesmos pais e mães – na família da criança, seja que a família que for, que seja a melhor família ser oferecida.

Invista em sua família, pois ela é seu bem mais precioso!

 

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* http://www.scielo.br/pdf/pe/v11n1/v11n1a09.pdf

Começando pelo começo…

18 de dezembro de 2010 § 1 comentário

Como é difícil começar – seja um projeto, seja um novo trabalho, seja um blog… Quando a gente já está no caminho fica mais fácil, mas qual o caminho? Para onde ir? Aí, me vem à cabeça:

Caminante, son tus huellas
el camino y nada más;
Caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace el camino,
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante no hay camino
sino estelas en la mar.
(Antonio Machado – http://pt.wikipedia.org/wiki/Antonio_Machado)

Como tudo na vida, o caminho se faz ao caminhar. É andando pelos labirintos da vida que definimos nosso trajeto. Escolhemos, mas também somos escolhidos. Temos o livre arbítrio, mas o universo também conspira ou não com nossas escolhas…

Então, para ficar mais fácil, vamos começar pelo começo. Começo? Mas onde começa o começo? Nascimento, Início dos batimentos cardíacos, Implantação uterina, Fecundação – o problema é definir o começo… Para facilitar, vamos começar pelo meu nascimento: 28 de março. Mas porque o meu nascimento? Por que sou a gestora da Escola Virtual para Pais, uai!

Sou Marcia – filha de Márcio (que hoje é estrela!) e Lucia (que defendeu antes de ontem sua monografia no Curso de Direito, recomeçando uma nova trajetória profissional). Oops! Marcia não – Marcia Taborda (Taborda por herança do avô). Uma ariana – apaionada pelo que faz e pela vida, mas sem medo da morte. Pedagoga por formação de barra da mãe porque por mim teria comprado uma calça da Gang em vez de pagar a taxa do vestibular – rsrrrs e teria feito pré-vestibular para aprender física, química e matemática a fundo, afinal fiz Curso Normal (formação de professores).

Aos 14 anos conheci meu marido, aos 18 casei, aos 19 nasceu Rodrigo, aos (??? ) nasceu Rafael, que hoje tem 13 anos (hahaha – faça as contas da minha idade) – ambos inteligentes como a mãe e como o pai que é inteligente por ter escolhido a mãe (pretenciooooosa). Sobre isto vou falar depois, mas como é difícil ser mãe!

No meio do caminho, trabalhei em Duque de Caxias como professora e como Orientadora Pedagógica. Também trabalhei como consultora em informática educacional. Hoje trabalho na UERJ, onde coordenei o InvestUERJ, o Lead agora LaTIC e atuei na concepção e desenvolvimento do projeto Telessaúde Brasil – RJ. Também nesse meio, fiz minha especialização em Avaliação Educacional, onde estudei mais profundamente sobre Educação à Distância e tive uma grande mestre – Nelly Moulin. Depois fiz o Mestrado na UFRJ onde pesquisei sobre a Inclusão Digital.

Como todo ariano (sou cética em relação à astrologia, mas sou uma ariana convicta !?) adoro ousar, criar e fazer diferente! Não tenho medo do novo; mas morro de medo da rotina.

Chico não fez pra mim…

Resumindo: professora + pedagoga + mãe + ariana = gestora da Escola Virtual para Pais – sacou?

E esse é só o começo da história da Escola Virtual para Pais!

OBS: Acho que escrever é um strip tease intelectual e mooooorro de vergonha de que as pessoas leiam o que escrevo. Comentários? Só se forem para que eu infarte! – rsrsrsrs

Seja bem vindo ao nosso Blog!

15 de dezembro de 2010 § Deixe um comentário

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