Casamento Sustentável sob “efeito de Michelângelo” = Casamento feliz!

3 de janeiro de 2011 § Deixe um comentário

Um casamento duradouro nem sempre é sinal de um casamento feliz. Vários casais estão juntos pelos filhos, religião ou por outras razões de ordem prática. Mas, para muitos casais, isso não o suficiente para ficar juntos. Eles querem um relacionamento que seja significativo e gratificante. Em suma, querem um casamento sustentável.

Durante séculos, o casamento era visto como uma instituição econômica e social, e as necessidades emocionais e intelectuais dos cônjuges eram secundárias para a sobrevivência do próprio casamento. Mas em relacionamentos modernos, as pessoas estão buscando uma parceria e querem parceiros que tornam suas vidas mais interessantes. Caryl Rusbult, um pesquisador da Universidade Vrije, em Amsterdã que morreu em janeiro passado, chamou-o “efeito de Michelângelo“, referindo-se à maneira pela qual os parceiros “esculpem” um ao outro de forma a ajudá-los atingir os objetivos valorizados por cada um deles.

Dr. Aron e Gary W. Lewandowski Jr., professor da Universidade de Monmouth, em Nova Jersey, estudou como as pessoas usam um relacionamento para acumular conhecimentos e experiências, um processo chamado de “auto-expansão.”

Pesquisas mostram que quanto mais auto-expansão as pessoas experimentam de seu parceiro, mais comprometidos e satisfeitos ficam na relação.Para medir isso, Dr. Lewandowski desenvolveu uma série de perguntas para casais: Quanto estar com o seu parceiro resultou em seu crescimento? Como conhecer o seu parceiro fez uma pessoa melhor?

“Se você está buscando o seu próprio crescimento, obter contribuição de seu parceiro, coloca-o em uma posição muito importante”, explica ele. “E ser capaz de ajudar a expansão do seu parceiro é muito agradável para si mesmo.”

Ao longo do tempo, os ganhos pessoais de relacionamentos duradouros são frequentemente sutis. Ter um parceiro que é engraçado ou criativo acrescenta algo de novo para alguém que não é. Um parceiro que é um voluntário ativo na comunidade cria novas oportunidades sociais para o cônjuge, que passa longas horas no trabalho.

Outras pesquisas sugerem que os cônjuges, eventualmente, adotam as características um dos outros – o que torna mais difícil para distinguir diferenças entre eles. Em experimentos pelo Dr. Aron, os participantes avaliaram a si mesmos e seus parceiros em uma variedade de características. Uma semana depois, os sujeitos retornaram ao laboratório para que eles próprios relembrassem as suas respostas. As pessoas relembraram mais rápido as características que tinham em comum com parceiros. Quando a característica descrita era apenas de uma pessoa, a resposta veio de forma mais lenta.

Não é que estes casais se perderam no casamento, em vez disso, eles cresceram na relacionamento. Atividades, traços e comportamentos que não eram parte de sua identidade antes do relacionamento, estavam agora presentes.

Tudo isso pode ser altamente preditivo para a felicidade a longo prazo de um casal. “Se seu parceiro está ajudando você a se tornar uma pessoa melhor, você se torna mais feliz e satisfeito com o relacionamento” diz Dr. Lewandowski.

Fonte: The New York Times – Sustainable Love
The Happy Marriage Is the ‘Me’ Marriage
By TARA PARKER-POPE

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